O Peso do Céu
O peso do céu está sobre ele
Como uma chuva fina
Não é alegre... nem triste
Ele simplesmente não sente
(Quem sabe se existe?)
Não é daqui...Talvez nunca tenha sido
Estranha sua própria sombra
Suas ânsias estão em caos
(Ainda há tempo de ser criança?)
Ele é tudo que perdeu...
Acomoda-se sob um sol imaginário
Seus cílios ainda úmidos
(Onde teria jogado a juventude?)
Pela primeira vez o silêncio embala
A voz nunca ouvida afaga
Mas ele não adormece
A estrada, agora curta, leva aonde?
Aos dias vagos!
Às horas mansas!
Ele suplica perdão
Parece que não se encontra
Os “eus” estão soltos
Tantos “eus “que se anulam
Resta o nada!
O nada que ele encontra...
(O Homem do nada com sentimentos dissipados.)

