martes, junio 13, 2006

Ainda hoje, me questionaram sobre objetivos;
nada respondi...
Pouco depois, me falaram de metas;
calei-me...
No entanto, como se quisessem pisotear minha alma, resolveram discutir os sonhos;
me enfureci...Ninguem percebeu, é claro. Como sempre, guardei a dor dentro de mim...Deixei o sofrimento estancado até a hora em que eu me sentisse suficientemente disposto a derramar lágrimas.
Derramei...
Mas, na verdade, nada mudou...nada muda. Nada mudará?

O dia foi tranquilo; quase terno, diria. Quase, pelo simples fato de que o quase- desespero caminha no sentido oposto da quase- ternura.
O dia não foi terno
O dia foi tênue

No entanto, não falarei do dia, nem dos dias. Esse espaço não deve ser manchado com palavras que retratam o dia-a-dia de uma alma vazia. Isso aqui não é (e nem será) um diário nem qualquer coisa do gênero. Jamais!!
A descrição do dia termina por aqui. E não voltará jamais...Será?
(até onde vai o jamais?)

...

Por agora, sinto-me como que repugnado pelo tempo.
Tão repugnado quanto a retrógrada politica econômica nacional ou as críticas feitas à Jean Bapitste Say.
Tão inutilizado quanto a inutitilização da minha mente...
Tão isso...tão aquilo...tão mais...tão menos...
De uma forma ou de outra...TÃO VAZIO!

E as fugas prevalecem...
Ao meu lado esquerdo, um copo de vinho em seu gran finale
Ao direito, uma aula de Economia política minuciosamente pragmática. Sim sim, preparar uma aula me serviu de fuga.
Tudo ao meu redor (e dentro de mim?) é subterfúgio...
Meu sorriso é subterfúgio; minhas (raras) lagrimas são subterfúgios...
Meu despertar é uma fuga; meu adormecer é uma fuga.
Covarde!
Covarde!
(talvez eu nem saiba, mas o medo que tenho mora dentro de mim)

O sentido ainda não existe...mesmo que incerto e imperceptível quando falta, eu preciso dele.
Não ter sentido é sentir faltar o ar
No entanto, isso não é um diário...O sentido não vem ao caso.
Chega!
Chega!

Paremos por aqui, antes que o tempo passado passe apressado.
(tudo tem seu preço...inclusive o tempo)

Fecho as portas
Fecho os olhos
Desligo o telefone
Desligo a luz
Desligo minha mente
Até quando, não sei...

E os objetivos, metas e sonhos?

Perderam-se num tempo que não passou.

Nada muda pra quem nada viveu...

Vazio!

domingo, junio 11, 2006

O início

O início é um fim,
Mas o fim é um recomeço
de um começo rumo ao fim.

Inicio nesse instante
um começo com seu preço,
um instante para mim.

Instante incessante, recomeço quase eterno.
Palavras proferidas num começo tão sincero.

De agora em diante,
palavras proferidas, palavras vomitadas;
Doravante é incessante,
incessantes são palavras.

Sem mais, agora começou;
O fim já vem chegando,
carregando o recomeço
e o começo vai acabando.

Agora...começou!



(não se trata de ser utilitarista; apenas de desejar algum minimo sentido)

(11/06/06 - 02:36)