miércoles, agosto 23, 2006

Soneto revista
(Humberto Gessinger e Glauco Mattoso)

Na capa, algum palhaço de gravata
pivô dum novo escândalo bancário
Na entrada, uma entrevista do Romário
que ao gênio se compara, por bravata

Encarte colorido auto-retrata
o fútil bastidor publicitário
Embora o texto esbanje erro primário,
vem só um rodapezinho como errata

A página de esporte é defasada
Fofoca é uma coluna concorrida
O artigo financeiro não diz nada

Nas fotos, só mulheres de má vida.
Resenha literária é marmelada.
Cartum sem graça e a bosta já está lida.

(na capa, algum palhaço autoritário
rodapé publicitário auto-retrata
fútil entrevista por bravata
ao gênio se compara, o otário)

domingo, agosto 20, 2006

Frágil ternura


Seria terno o dia
em que a ternura eternizasse
as vozes
os sonhos
e amores
Seriam frágeis as horas
em que a dor nos corroesse
e a saudade ressurgisse
as lágrimas voltassem
e a poesia morresse...

Será terno um dia de frágeis horas?
Serão frágeis as horas de um dia terno?
(etrnizar o que é frágil
ou fragilizar o que é eterno?)

Vozes, sonhos, amores
dor, saudade, lágrimas

Com ternura ou fragilidade
a poesia não morreu...

jueves, agosto 17, 2006

Eu prefiro correr

É...dessa vez são palavras alheias.


Eu prefiro correr
(Paulo Miklos, Sérgio Britto e Tony Belloto)

Eu prefiro correr
Eu prefiro correr
Com faróis no lugar dos olhos
Pra não ver aonde estou indo
Com girassóis no lugar da cabeça
Pra não lembrar de onde estou vindo

Eu prefiro esquecer
Eu prefiro esquecer
Uma palavra chave abre o meu coração
Mas eu só tenho a sua...e você disse sim

Eu prefiro esquecer
Eu prefiro esquecer
Uma palavra chave cabe em seu coração
Você só tem a minha...e eu disse sim


...

jueves, agosto 03, 2006

Amor

Só uma única servidão voluntária?
talvez não...