viernes, noviembre 21, 2008

O Peso do Céu

O peso do céu está sobre ele
Como uma chuva fina
Não é alegre... nem triste
Ele simplesmente não sente
(Quem sabe se existe?)

Não é daqui...Talvez nunca tenha sido
Estranha sua própria sombra
Suas ânsias estão em caos
(Ainda há tempo de ser criança?)

Ele é tudo que perdeu...
Acomoda-se sob um sol imaginário
Seus cílios ainda úmidos
(Onde teria jogado a juventude?)

Pela primeira vez o silêncio embala
A voz nunca ouvida afaga
Mas ele não adormece

A estrada, agora curta, leva aonde?
Aos dias vagos!
Às horas mansas!
Ele suplica perdão

Parece que não se encontra
Os “eus” estão soltos
Tantos “eus “que se anulam
Resta o nada!
O nada que ele encontra...

(O Homem do nada com sentimentos dissipados.)