martes, septiembre 18, 2007

Bankai!

Chire, Senbonzakura Kageiyosh!

lunes, septiembre 17, 2007

Homem
(Caetano)




Não tenho inveja da maternidade
nem da lactação
Não tenho inveja da adiposidade
nem da menstruação
Só tenho inveja da longevidade
e dos orgasmos múltiplos
e dos orgasmos múltiplos

Não tenho inveja da sagacidade
nem da intuição
Não tenho inveja da "fidelidade"
nem da dissimulação
Só tenho inveja da longevidade
e dos orgasmos múltiplos
e dos orgasmos múltiplos

miércoles, septiembre 12, 2007

Dissidência

Caminhar inevitavelmente pelas mesmas sendas....


Enquanto o mundo vive e sorri, estás (estou) perdido no mesmo degredo de todo o sempre.


És (sou) parte de uma mesma trajetória circular!


Grite, gênio malogrado!


...

E uma voz ressoou por dentro dos meus ouvidos...


"Eu tenho medo de você!"


...

Limites no limite

Sóbrio, extremamente sóbrio...

As cordas novas do violão me dão um tom, ainda que desafinado pela demora de adaptação da Gianinni, suave e agradável. Vou dedilhando, um tanto sem jeito, os lindos acordes do insano portenho. Ao tentar cantar, os soluços se misturam com as frases da canção... e eu sinto nitidamente o preço da sinceridade, da sutileza e da poesia.

Precisaria, oh céus e infernos, ser visto e encarado como uma mera criança estúpida? Seria realmente justo que a solidão triunfasse de tal maneira que a única e simples vontade de sair da resignação se convertesse no mais covarde (auto) desprezo?

Não exatamente justo. Muito menos injusto.

Hoje, assim como nos últimos 21 anos, 9 meses e 28 dias, tive a dignidade de transpor em mim, unicamente, toda a culpa pelo malogro que se fez/faz presente.
Em vez da mulher, tenho o desgarramento da cama vazia. Nunca que dormir e acordar só me causou tamanho pavor. Por vezes, tenho medo de abrir os olhos e perceber que o lado direito da cama está vazio.
Mas aí... o claro e o frívolo do quarto tomam forma.

Não há para quem oferecer sorrisos
Não há para quem destinar os versos
Não há um cheiro nem um toque
Não há a leve junção dos lábios (nem os lábios a serem tocados)
Não há o encontro dos corpos e das almas
Não há o abraço singelo e carinhoso
Não há a sensação de abrigo (nem a de estar abrigando)
Não há...
Não há...
Não há...


Não obstante, tenho o mais puro brio de estufar o peito, levantar o rosto, banhado em lágrimas, e dizer, de um jeito menos soberbo que suplicante: "Sim, assumo... a culpa é unica e exclusivamente minha. Bem por isso, devo pagar pela culpa. Pagar caro"

Um sorriso mordaz no instante em que o pequeno orgulho demancha-se em pedaços. Volto a chorar feito uma criança sem, no entanto, renegar a própria culpa.

Eu vezes eu... somos parte da mesma jornada.


Perco a distinão exata entre realidade e transe. Às vezes pareço tomado de um pavor descontrolado.

No fim das contas, a cama está vazia...
No fim das contas, o quarto está vazio...

No fim das contas, O MUNDO ESTÁ VAZIO!


Jamais reneguei culpa!

sábado, septiembre 08, 2007

Cripta

Vocês compram o Céu... Eu me vendo ao Inferno!
Flores enfeitam os seus caminhos... Espinhos rasgam a minha pele!
Tenho um sangue podre na face
Mas o punho está cerrado
Para nunca abandonar o que estou a esperar...

Deus do seu lado
O Demônio ao meu
O Demômio ao meu

Sou eu contra esse mundo hostil



(dancem no baile do cinismo e da cretinice exacerbada)