miércoles, abril 25, 2007

Estados Alterados da Mente

(este momento exige um pouco de concentração)


...


Atitudes mecânicas
Movimentos involuntários
Estímulos elétricos
Tempestades mentais
Choques térmicos
Crises de melancolia

Choro compulsivo, riso histérico
Choro compulsivo, riso histérico
Choro compulsivo, riso histérico

Euforia
Vertigens
Estados alterados da mente!

Devaneios
Delírios
Desvarios
Estados alterados da mente!

Choro compulsivo, riso histérico...

lunes, abril 23, 2007

Aqui não é permitido sonhar

martes, abril 03, 2007

Ilíada Hi-tech



Como partes da Ilíada nesta noite ressonante,
Conto as horas, canto versos para o brilho desta Lua.
Passam as vozes que me assustam sob o grito d’alma nua
Sou escravo dos meus medos, como nunca disse Dante.

Acendeu-se a luz, tão bela e tão profana
E os Celtas novamente atravessaram o portal,
Rechearam a madrugada de um pecado capital,
Para vingarem a hecatombe da cobiça romana.

Shirley Castle nos encanta,
Dando o tom do apelo celta
Sua voz, de muito terna,
Nem com ódio nos espanta.

Levo a noite numa torpeza
Lacrimejando o amor perdido
Se meu canto é tão sofrido,
Não há brilho nem beleza.

Sou o Celta na Ilíada* ou a esfera em Buenos Aires
Que remonta o passado, almejando uma nova era.
Sou Homero, Dante e Borges, construindo a nova guerra;
Pelo pardo-amor-cabolco, quero o azul dos velhos mares!

(M.G.C, vulgo, eu mesmo)




* Não estou acometido de nenhum desajuste literário, muito menos monosprezo a riqueza das batalhas gregas. Entretando, vale lembrar que nesta noite, nos limiares do século XXI, estou a trilhar a mais individual e egoista das odisséias; ou melhor, das ilíadas. Nesta noite, não faço menção ao velho e conhecido Homero, ao glorioso Dante, nem ao portenho que eu tanto admiro. Nesta noite, quem está em cena é o MEU Homero, o MEU Dante e o MEU Borges; logicamente, não estamos a tratar de qualquer ilíada ou de quaisquer Celtas... Estamos de cara com a minha ilíada apaixonada e dilacerante, com a minha revolução céltica e com as minhas esperanças latino-americanas. Trocando em míudos, todos esses versos estão descompromissados com a literatura clássica e adaptados, tão somente, ao que se passa neste exato momento em minha cabeça e em meu coração.
...

lunes, abril 02, 2007

Espalhe-se, Senbo Zakura!