jueves, julio 27, 2006

No fim do poema...


Pérolas aos porcos
degolados
mutilados
Gritos aos surdos
cegos
mudos
Jóias ao lixo
fétido
miasmático
Restos aos pobres
podres
pérfidos


E no fim das últimas palavras
resta apenas a terrível palavra
no fim do (último) poema:

Sarjeta...

sábado, julio 15, 2006

da musica, do sexo, da morte, de mim...

Falar sobre o medo pode parecer estranho, soar como clichê ou, até mesmo, trazer à tona um tormento já apagado pelo tempo. Medo do que já se foi pode acabar sendo um (novo) medo presente.
No entanto, como pode-se sentir ou falar do medo sem saber ao certo o que ele é?
Esse é o ponto chave. Entender o medo. Mas, até que ponto o entendimento é necessário?

Ao falar do medo, poderia eu utilizar-me da erudição vargasviliana e trilhar os mesmos caminhos que Flávio Duran, Luísa Garcia ou outros personganens que, de tanta coragem na alma, acabaram perdendo a percepção do próprio medo.
Ao falar do medo, poderia eu lembrar do apelo pop dos titãs em 1989, quando aquele riff simplérrimo principiava uma bela poesia de alerta aos grandes medos humanos.
Ao falar do medo, outras opções mantêm-se em aberto: aquele filme que eu vi recentemente, a poesia do livrinho amarelo ou, até então, as palavras de um amigo no bar a cerca de 3 dias.
Tudo me remete ao medo...

(O medo está em tudo...e tudo tem seu medo. O tempo também se atormenta)


...



Todavia, esse espaço inutil não será inutilmente preenchido com descrições (ou tentativas de descrições) provindas de uma mente tão mesquinha. Qual a finalidade de definir algo tão abstrato?
Não, não se trata de um abstrato...e sim de um concreto mais do que concretizado ao longo desses 20 anos.
Desnecesárias as descrições...

Sobre o medo, nada falarei.
Deixarei em branco um espaço que tende a não sair do vazio.
Dizem que não devemos tentar descrever algo que nos fez (ou nos faz) mal; começo a achar q isso é verdade
Em verdade, não sei...
E do que vale a sapiência?

Continuo a pensar amargamente!



...E depois de 3 horas conversando com a parede, eu finalmente descobri o que sinto por ela:
I
N
V
E
J
A

(A parede não tem nada a temer e não cogita nenhuma idéia auto-destrutiva...Melhor, a parede não pensa; bem por isso a invejo)

Por enquanto é só...



"O que se vê, não se via. O que se crê, não cria"

miércoles, julio 12, 2006

Amar o impossível pode não ser o pior

A impossibilidade é impossível, fato.
Mas, às vezes, algo possível é menos provável de acontecer que certa impossibilidade.
Em ocasiões, a impossibilidade seria preferível, posto que o possível não é realizável.
Agora, fica a seu critério; escolha o que preferir:
Impossibilidade ou possibilidade não realizável?
Talvez nenhuma delas se concretize. Uma pode ser mais amarga que a outra...Outra pode ser mais dolorosa que a uma...Escolha de acordo com sua preferência.
Agora, é com você!

No entanto, a perda do possível (realizável ou não) é mais desastrosa que o desfazer-se da impossibilidade. Isso também é fato... Quem garante?
Eu garanto!
(E do que vale minha garantia?... De nada, provavelmente...).

Mas, não importa...Eu não importo...Eu não me importo...Os Deuses não se importam (dão as costas)...Os Diabos não se importam...
Nada nem ninguém se importa!
(Ela não dá a mínima)


É meu caro, estás numa cilada. É tarde pra voltar atrás. Terás de fazer a escolha...Rápido!
O problema é teu, tão somente teu...Depressa!

Faço uma única advertência: Cuidado com o que julgas ser impossível!

Agora, é com você!