Ilíada Hi-tech

Como partes da Ilíada nesta noite ressonante,
Conto as horas, canto versos para o brilho desta Lua.
Passam as vozes que me assustam sob o grito d’alma nua
Sou escravo dos meus medos, como nunca disse Dante.
Acendeu-se a luz, tão bela e tão profana
E os Celtas novamente atravessaram o portal,
Rechearam a madrugada de um pecado capital,
Para vingarem a hecatombe da cobiça romana.
Shirley Castle nos encanta,
Dando o tom do apelo celta
Sua voz, de muito terna,
Nem com ódio nos espanta.
Levo a noite numa torpeza
Lacrimejando o amor perdido
Se meu canto é tão sofrido,
Não há brilho nem beleza.
Sou o Celta na Ilíada* ou a esfera em Buenos Aires
Que remonta o passado, almejando uma nova era.
Sou Homero, Dante e Borges, construindo a nova guerra;
Pelo pardo-amor-cabolco, quero o azul dos velhos mares!
Conto as horas, canto versos para o brilho desta Lua.
Passam as vozes que me assustam sob o grito d’alma nua
Sou escravo dos meus medos, como nunca disse Dante.
Acendeu-se a luz, tão bela e tão profana
E os Celtas novamente atravessaram o portal,
Rechearam a madrugada de um pecado capital,
Para vingarem a hecatombe da cobiça romana.
Shirley Castle nos encanta,
Dando o tom do apelo celta
Sua voz, de muito terna,
Nem com ódio nos espanta.
Levo a noite numa torpeza
Lacrimejando o amor perdido
Se meu canto é tão sofrido,
Não há brilho nem beleza.
Sou o Celta na Ilíada* ou a esfera em Buenos Aires
Que remonta o passado, almejando uma nova era.
Sou Homero, Dante e Borges, construindo a nova guerra;
Pelo pardo-amor-cabolco, quero o azul dos velhos mares!
(M.G.C, vulgo, eu mesmo)
* Não estou acometido de nenhum desajuste literário, muito menos monosprezo a riqueza das batalhas gregas. Entretando, vale lembrar que nesta noite, nos limiares do século XXI, estou a trilhar a mais individual e egoista das odisséias; ou melhor, das ilíadas. Nesta noite, não faço menção ao velho e conhecido Homero, ao glorioso Dante, nem ao portenho que eu tanto admiro. Nesta noite, quem está em cena é o MEU Homero, o MEU Dante e o MEU Borges; logicamente, não estamos a tratar de qualquer ilíada ou de quaisquer Celtas... Estamos de cara com a minha ilíada apaixonada e dilacerante, com a minha revolução céltica e com as minhas esperanças latino-americanas. Trocando em míudos, todos esses versos estão descompromissados com a literatura clássica e adaptados, tão somente, ao que se passa neste exato momento em minha cabeça e em meu coração.
...


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