jueves, julio 27, 2006

No fim do poema...


Pérolas aos porcos
degolados
mutilados
Gritos aos surdos
cegos
mudos
Jóias ao lixo
fétido
miasmático
Restos aos pobres
podres
pérfidos


E no fim das últimas palavras
resta apenas a terrível palavra
no fim do (último) poema:

Sarjeta...