miércoles, marzo 28, 2007

Demônios da Estepe Urbana

Apareçam, demônios
Saim de mim, libertem-se ao seu bel prazer
Gritem, atormentem...
Sejam os lobos da estepe urbana

No meio da madrugada,
quando todos dormem,
Tomaremos conta das ruas estreitas,
das largas avenidas
Vamos berrar pavorosamente
Vocês e eu!

Demônios, ilustres entidades
eu sou vocês (e vice-versa)
Somos um único ser!
Abençoem este pernóstico poeta
Façam cada gota de sangue valer a pena

Apareçam, demônios
Iluminem com ódio os caminhos da minha noite...
Seremos a gênese de um lírio negro
A cidade é o nosso inferno
e a avenida, nossa linha astral

Ah, meus demônios
Que suave maldição!