Demônios da Estepe Urbana
Apareçam, demônios
Saim de mim, libertem-se ao seu bel prazer
Gritem, atormentem...
Sejam os lobos da estepe urbana
No meio da madrugada,
quando todos dormem,
Tomaremos conta das ruas estreitas,
das largas avenidas
Vamos berrar pavorosamente
Vocês e eu!
Demônios, ilustres entidades
eu sou vocês (e vice-versa)
Somos um único ser!
Abençoem este pernóstico poeta
Façam cada gota de sangue valer a pena
Apareçam, demônios
Iluminem com ódio os caminhos da minha noite...
Seremos a gênese de um lírio negro
A cidade é o nosso inferno
e a avenida, nossa linha astral
Ah, meus demônios
Que suave maldição!


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