Quando você dorme, o mundo morre

Na madrugada em que o mundo dorme, desperto para a minha amarga sina de pensar no que não queria nem imaginar. Mesclo idéias soltas, enquanto o silêncio reina imperioso. Junto o passado e o presente, através de um elo (que me guiará no futuro?). Aceito e renego o que quero e faço... Faço isso enquanto o mundo morre.
Lá fora, os cães latem, ecoando um cântico para ninguém. As estrelas são inúteis, posto que cães não as admiram.
Se eu admiro?
Talvez, mas não agora. Estou assaz distante para lembrar que as estrelas brilham. Neste momento, elas simplesmente inexistem. O que existe, de fato, é um turbilhão em minha cabeça. Vozes, palavras e gestos soltos se exprimem involuntariamente, agitando a calmaria e contrapondo o silêncio.
Assim vamos nós: eu e a madrugada. Se por um lado tudo é sereno e quieto, dentro de mim um ardente calor incendeia e me mantém em atividade. Continuo a pensar...
Nada muda!
E enquanto o dia não vem, os pensamentos não se vão. Assim será...todo dia...toda madrugada. Será assim até que o mundo acorde. Mas, agora, continuo a pensar...em silêncio.
Ainda é plena madrugada.
Aqui, nada pode parar.
Lá fora, o mundo ainda dorme.
Lá fora, o mundo ainda morre...
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